Internet diminui venda de livros em alfarrábios

 

Criada na metade do século XX e mais popularizada entre as pessoas no final desse período, a internet- rede mundial de computadores interligados a diversas informações- criou a possibilidade de não só pagar contas ou conversar com as pessoas, mas acelerou o acesso a produtos culturais- a exemplo de livros, CDs e DVDs, diminuindo dessa forma o número de estabelecimentos comerciais especializados em suas vendas  no mundo real e virtual.

Na linha destes produtos, os livros digitais.

Com o advento da chamada “pirataria digital”, muitos produtos dificilmente encontrados em lojas, passaram a ser vistos na rede com grande facilidade e dessa forma os seus autores intelectuais tiveram seus produtos expostos a todos que os procuravam ou não.

A estudante de Geografia, Isabel Vilela, afirma que costuma comprar livros em alfarrábios e que não baixa pela internet, por ela ser muito lenta e quase sempre cair.

"Compro livros em alfarrábios (sebos), por eles estarem em bom estado de conservação e por serem mais baratos que em livrarias normais”, disse.

Já o gestor ambiental Anderson Rosemberg não costuma comprar livros em alfarrábios e afirma que baixo sempre o que procura pela internet. “Baixo os livros que quero pelo WWW.estantevirtual.com.br- alfarrábio virtual, porque não tenho paciência de ficar manuseando um livro e prefiro ficar lendo pelo computador”, afirmou.

Trabalhando há 15 anos com vendas de livros e outros produtos culturais em sebos, Nivaldo Pereira, proprietário do alfarrábio do Seu Barriga, afirmou que as suas vendas caíram por volta de 30%, em virtude de muitos jovens nos dias atuais buscarem a praticidade e também porque existe grande preguiça de ler materiais extensos.

“Um livro como Vidas Secas, dificilmente é encontrado, pois muitas pessoas procuram só ler o seu resumo para ter uma noção da obra”, atestou Nivaldo.

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