Política

Tereza Nelma quer ampliação do auxílio emergencial por mais 12 meses

Além do PSOL outros partidos também apoiam o pedido

Por Assessoria 18/06/2020 10h10
Tereza Nelma quer ampliação do auxílio emergencial por mais 12 meses
Tereza Nelma quer ampliação do auxílio emergencial por mais 12 meses - Foto: Reprodução tv

A deputada federal Tereza Nelma quer a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial por mais 12 meses aos beneficiários informais, que sejam os únicos provedores financeiros da família. Ela é uma das autoras do PL nº 2968/2020, que está em processo de coleta de assinaturas dos parlamentares. A proposta já vem sendo debatida desde o início de Junho, quando o presidente da República anunciou a prorrogação do benefício por apenas dois meses, além de sua redução para R$ 300.

O projeto, iniciado pela líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), tem parceria pluripartidária de deputadas federais do PT, PC do B, DEM, PSB, PSOL, PSDB e Rede.

Tereza Nelma destaca que, “Infelizmente, milhares de vidas já foram perdidas para o Coronavírus. Mas também não podemos deixar de considerar a crise financeira que os brasileiros vêm enfrentando. O auxílio emergencial é, na grande maioria dos casos, o que vem salvando as famílias da fome e da vulnerabilidade das ruas. Não podemos permitir que após dois meses esses provedores tenham que sair de casa para poder alimentar suas famílias. O auxílio precisa ser prolongado”.

De acordo com uma pesquisa divulgada em março pelo IBGE, a taxa de desemprego no país subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de pessoas. Estimativas feitas ainda no início da crise causada pela pandemia, já previam que o desemprego poderia duplicar no país, podendo chegar até 23,8% de desempregados.

A deputada reforça ainda a prioridade das mulheres chefes de família no recebimento do auxílio. “Mais de 80% das crianças brasileiras são criadas por mulheres como a primeira ou única responsável. O último Censo do IBGE revelou que entre 2005 e 2015, o número de famílias formadas por mães solo subiu de 10,5 milhões para 11,6 milhões. Hoje, grande parte dessas mulheres estão sem trabalhar. Como sustentarão suas famílias sem o auxílio? Eles precisam dessa ajuda contínua para se reerguer”, completou a deputada.

Segundo a Caixa Econômica Federal, das 49,2 milhões de solicitações processadas, 29,3 milhões de informais foram considerados aptos a receber o benefício, o que representa 59,55% dos pedidos processados pelo aplicativo ou site.