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Palmeirense que testou positivo para covid-19 não está internada no HEA

Hospital afirma que paciente será submetida a teste rápido

POR: 7Segundos
Bebê foi socorrido até o Hospital de Emergência do Agreste (HEA)
Arquivo/ 7Segundos

O Hospital de Emergência do Agreste (HEA) confirmou que a pessoa que testou positivo para o coronavírus em Palmeira dos Índios não está internada na unidade em Arapiraca. Segundo informações da assessoria técnica, dos sete leitos de UTI-covid do hospital, dois estão ocupados nesta segunda-feira (06) e um dos pacientes é uma mulher que reside em Palmeira dos Índios.

“Depois que a prefeitura de Palmeira dos Índios comunicou o caso positivo, nós entramos em contato e confirmamos de que se trata de uma outra pessoa e não da paciente que está internada na nossa unidade”, afirmou Paulo Pereira, assessor técnico da administração do HEA.

De acordo com ele, a paciente que está internada foi transferida de Palmeira dos Índios ao desenvolver síndrome respiratória aguda, considerado sintoma mais grave da covid-19. A mulher, no entanto, tinha sido submetida a exame que não detectou a presença do vírus. Nesta segunda-feira, a mulher teve uma melhora no quadro de saúde, mas a alta médica só deverá acontecer após o fechamento do diagnóstico. Paulo Pereira afirmou que estava em reunião com a equipe da UTI-covid e com a direção do hospital para definir se a paciente será submetida ao teste, que dá o resultado sobre o coronavírus em minutos. 

“Nós já dispomos desse tipo de teste, mas como a quantidade é pequena, eles só serão utilizados em situações específicas, e estamos decidindo se essa é uma delas”, afirmou. 

Além da paciente de Palmeira dos Índios, a UTI-covid do hospital tem como paciente uma adolescente de 16 anos, residente em Arapiraca, que também apresentou quatro de síndrome respiratória aguda e faz uso de equipamento de respiração mecânica. A jovem também foi testada para coronavírus, mas o resultado do exame não foi divulgado. De acordo com Paulo Pereira, ela está em isolamento total.

Segundo o assessor técnico, desde a semana passada o HEA se tornou unidade de referência para o tratamento de pacientes graves da Covid-19 na macrorregião que compreende de Delmiro Gouveia a Limoeiro de Anadia. Para isso, o hospital fez adaptações para disponibilizar sete leitos de UTI exclusivos para o atendimento da doença, em uma área isolada dos demais pacientes. Desses sete leitos, um é de isolamento total, o que está sendo ocupado pela adolescente que aguarda o resultado do exame. 

Estas duas internações, de acordo com Paulo Pereira, foram excepcionais e, a partir de agora, o hospital deverá receber apenas casos confirmados da doença e regulados pelo Estado. Não adianta pessoas que apresentam sintomas suspeitos buscarem atendimento diretamente no hospital.

“O atendimento continua funcionando como desde o início. A porta de entrada, quando a pessoa passa a sentir os primeiros sintomas, é a Unidade Básica de Saúde (UBS), que irá monitorar o paciente. Se surgirem mais sintomas, ele será encaminhado para a Unidade Sentinela, que em Arapiraca é o 3o, Centro de Saúde, onde será submetido a exames e receberá acompanhamento médico. Apenas os casos mais graves, que serão regulados pelo Estado, é que serão encaminhados para o Hospital de Emergência”, esclareceu. 

O assessor técnico chamou atenção para o fato de muitas pessoas não estarem levando à sério as recomendações de isolamento social. Segundo ele, após dois fins de semana de redução da entrada de pacientes vítimas de acidentes de trânsito, esse tipo de ocorrência voltou a aumentar, numa clara demonstração de que as pessoas não estão seguindo os conselhos para ficar em casa e sair apenas o necessário. Neste cenário, de acordo com ele, é possível que o HEA necessite fazer novas adequações para aumentar o número de leitos para tratar pacientes da covid-19.

“Aí teremos que abrir leitos semi-intensivos, utilizando a ala azul do hospital. Para isso precisaremos construir um muro, fechar a ala e ter duas portas de entrada, uma exclusiva para pacientes da covid-19 e outra para atender os casos de trauma. Isso porque as pessoas parecem estar relaxando e voltando a ir às ruas, parece que não acreditam que ficar em casa é primordial para a saúde delas, de suas famílias e de toda a coletividade”, justificou.

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