greve temporária

Devido a paralisação de servidores, escolas municipais não terão merenda nesta terça-feira (11)

Merendeiras, serviços gerais, agentes administrativos, porteiros e secretários escolares das escolas municipais paralisam por 72h

POR: 7Segundos
Sinteal Arapiraca
Ewerton Silva/ 7Segundos

O ano letivo das escolas municipais de Arapiraca começou nesta segunda (10) e já na terça poderá não ter merenda para os estudantes. Merendeiras, agentes administrativos, serviços gerais, porteiros e secretários escolares param as atividades por 72 horas para protestar contra a sobrecarga de trabalho após remanejamentos feitos pela Secretaria Municipal de Educação.

De acordo com a diretora de assuntos educacionais de Arapiraca, Joseane Pereira, a categoria foi surpreendida ainda na primeira semana de janeiro com o remanejamento de vários funcionários. A medida foi tomada, de acordo com ela, para que o município possa reduzir a quantidade de terceirizados contratados.

"Antes era uma funcionária para cuidar da limpeza e da merenda para cada 20 alunos de creche, e eles aumentaram para 30. Nas escolas, era uma funcionária para cada 60 alunos, e eles aumentaram para 70. Com isso aquelas trabalhadoras que estariam sobrando em algumas escolas foram remanejadas para outras, e assim o município poderá contratar um número menor. Mas essa decisão é um desrespeito, não leva em consideração o nosso volume de trabalho", afirmou a sindicalista, que também trabalha como merendeira.

Joseane Pereira explicou que o déficit de pessoal nessas áreas é grande porque o último concurso público para essas caegorias foi realizado em 2002. De lá para cá, os garis concursados foram reintegrados para o serviço de apoio às escolas depois que a coleta de lixo foi terceirizada e só. Por conta disso, todos os anos a prefeitura faz contratos temporários com trabalhadores para atuar nas escolas onde a quantidade de servidores é insuficiente para dar conta do serviço. 

Na última sexta-feira (07), o Sintal Arapiraca emitiu uma circular em apoio às categorias:

A Secretaria Municipal de Educação de Arapiraca vem reduzindo drasticamente seu quadro administrativo. Isto é preocupante porque o SINTEAL luta por serviços públicos de qualidade para atender a comunidade escolar, com a necessária qualificação profissional. No entanto, isso fica muito difícil com essa redução de servidores. Na verdade, fica impossível prestar um serviço para os alunos e os pais.

O SINTEAL vem tentando sensibilizar a gestão do Prefeito Rogério Teófilo para a questão da sobrecarga de trabalho dos Secretários Escolares, Assistente Administrativo e ASD. A cada ano estamos convivendo com essa redução de servidores do quadro administrativo e um dos motivos é a falta de concurso público para esses cargos. O que temos, hoje, é o processo seletivo que vem ocorrendo há 06 anos e, mesmo assim, para esse início de ano letivo a SMEDE nos surpreendeu com mais redução e aumentando a relação funcionário/aluno, que era 1/60 e passou para 1/70. Acontece que já estávamos trabalhando além dessa última.

A partir da próxima 3ª feira - 12 de fevereiro -, as/os funcionárias/os de escola iniciam essa luta constante em busca do reconhecimento e da valorização profissional deste importante segmento do ambiente escolar.

A prefeitura de Arapiraca, por meio da assessoria de comunicação, encaminhou à imprensa um posicionamento sobre o assunto:

A prefeitura de Arapiraca, através da secretaria de Educação e Esporte, ratifica que o nesta segunda-feira (10), o Município deu início ao ano letivo 2020.

Sobre a informação de suposta paralisação, a prefeitura informa que segue analisando as reivindicações de forma transparente e justa, mas também prezando pela legalidade e pelo que determina a legislação.

72h 7Segundos agentes administrativos Arapiraca déficit greve merendeiras paralisação porteiros prefeitura Secretaria Municipal de Educação secretários escolares Serviços gerais Sinteal sobrecarga de trabalho

Veja Também

Comentários