Doença rara

Adolescente com doença rara desmaia toda vez que ri demais

Condição é comum em quem sofre com narcolepsia e não dorme bem à noite

POR: Metrópoles
A cataplexia é, normalmente, uma complicação da narcolepsia, a doença que faz o paciente cair no sono em qualquer momento do dia
Reprodução / Internet

Com uma doença rara no cérebro, a adolescente Billie Hodgson, de 17 anos, pode chegar a “desmaiar” depois de rir demais. Ela tem uma condição chamada cataplexia, que desencadeia um tipo de paralisia muscular toda vez que a garota sofre uma grande emoção, que pode ser tristeza, susto, surpresa ou, até, uma crise de riso.

A cataplexia é, normalmente, uma complicação da narcolepsia, a doença que faz o paciente cair no sono em qualquer momento do dia. Cientistas acreditam que o problema acontece por conta do hormônio hipocretina, que tem um papel importante em manter o corpo acordado durante o dia e não funciona corretamente se o paciente não dorme.

Sem o hormônio no cérebro, a comunicação do órgão com o resto do corpo pode parar de acontecer por qualquer motivo, no caso da garota, algumas emoções. Ela foi diagnosticada depois de perder a força nas pernas após uma crise de riso na escola.

Os ataques de cataplexia têm vários graus de severidade, que vão de queda dos músculos da face e pálpebras, fala embolada e visão dupla até desligamento total do corpo. Normalmente, os episódios duram menos de dois minutos. “É difícil explicar como me sinto quando entro em colapso, é como se eu não tivesse controle do meu corpo e não posso intervir no que está acontecendo. Eu não consigo falar ou responder nada, mas o mais frustrante é que estou consciente”, conta a adolescente ao Daily Mail.

A doença não tem cura e o tratamento passa por controlar a narcolepsia. Billie afirma que as maiores dificuldades dela são controlar as emoções, não assustar e afastar os amigos, que evitam fazer piadas ao seu redor, e repensar sua futura profissão. “Meu sonho era ser parteira, mas não posso mais fazer isso porque perco o controle das minhas mãos. A doença está evitando que eu faça o que quero e não sei mais qual curso seguir na universidade. Me tornei ansiosa quando preciso sair de casa e não posso dirigir”, explica.

Apesar da situação, Billie quer falar sobre a cataplexia e destruir o estereótipo do paciente.

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