Previdência Social

Bolsonaro diz que reforma da Previdência tem de ser aprovada "sem tantas modificações"

O presidente usou o twitter para fazer as afirmações

Por REUTERS BRAZIL 11/05/2019 19h07
Bolsonaro diz que reforma da Previdência tem de ser aprovada 'sem tantas modificações'
'Não tem derrota nenhuma', diz Bolsonaro sobre mobilização liderada por Guaidó na Venezuela - Foto: Reprodução/Internet

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua conta no Twitter neste sábado, que é preciso aprovar a reforma da Previdência "sem tantas modificações para que o mercado ganhe a confiança no Brasil e possamos evoluir cada vez mais".

A proposta -- uma das mais importantes do ajuste fiscal que o governo pretende fazer -- está em discussão em uma comissão mista da Câmara dos Deputados.

Na comissão especial, colegiado em que vai ser discutido o mérito do texto, tem havido pressão para modificações no conteúdo, como a retirada das mudanças na aposentadoria rural e no benefício de prestação continuada, o BPC.

O presidente também usou o Twitter nesta manhã para exaltar medidas de desburocratização e a medida provisória da liberdade econômica que, disse, acelera "a abertura de filiais estrangeiras no Brasil, caindo de 45 para 3 dias o prazo para o registro de de empresas". "Medida busca melhorar o ambiente de negócios para atrair cada vez mais investimentos ao país", disse.

ESTABLISHMENT

Na tarde do sábado, o presidente fez novas postagens no seu Twitter no qual faz críticas ao que chama de estabilshment e diz que "infelizmente" tem de passar "grande parte do tempo desmentindo invenções que parte da mídia e a oposição fazem para desestabilizar o atual governo".

"Todos sabemos que seria assim, há um interesse gigantesco na máquina pública e não é por preocupação com o futuro do país", disse, em uma das postagens, ao posteriormente exaltar o papel da internet que permitiu à população o direito de observar mais de perto e ter maior influência nas decisões.

"O Brasil de sempre, com os velhos vícios, levou os brasileiros a uma situação caótica, com pobreza, violência e desemprego. O establishment quer o de sempre porque não sente as consequências de suas ambições. Nós vamos mudar o Brasil porque não fazemos parte do establishment!", reforçou.