Tenso

Novo modelo de gestão não emplaca e Teófilo perde quatro secretários em 18 meses

Ex-secretária diz que deixou cargo por conta de irregularidades e omissão do gestor

POR: Paulo Marcello
Rogério perde quatro secretários e gestão vive um drama
7 Segundos/ Arquivo

Em menos de 18 meses de administração, Rogério Teófilo (PSDB), prefeito de Arapiraca, já perdeu quatro secretários. A debandada partiu dos nomes mais fortes que compunham o projeto do tucano de formar um “novo modelo de gestão”, com titulares de relevância política e/ou técnica.

Até agora, as baixas foram na Agricultura e Meio Ambiente (Júlio Houly), Desenvolvimento Econômico e Turismo (Ricardo Barreto), Vanessa Sampaio (Serviços Públicos) e Mônica Pessoa (Educação). Ainda em 2017, ocorreu a exoneração da superintendente de Iluminação, Deisy Rafaella Pessoa Santos.

O primeiro a abandonar a administração foi Júlio Houly em Maio de 2017. Alegou problemas pessoais. Em Abril deste ano, Ricardo Barreto pediu exoneração para concorrer a deputado federal, o que já sinalizava uma disputa interna com o deputado Severino Pessoa que também é pré-candidato a federal e um dos ‘investidores’ da campanha de Teófilo em 2016.

Na última quinta-feira (17) mais um abalo na administração. Alegando rompimento político com o prefeito, Severino Pessoa articulou a saída de duas secretárias indicadas por ele: Vanessa Sampaio e Mônica Pessoa. Em sua Carta Aberta aos arapiraquenses, Mônica acusa o prefeito de ser omisso e de ter promovido irregularidades em sua gestão.

Morosidade

A ex-secretária revela que muitos projetos não saíram do papel por conta da morosidade, muitas amarras (burocracia) e falta de autonomia. Ela revelou também que algumas secretarias (Planejamento, Licitação e Obras) em nada contribuíram para o melhor desempenho de sua pasta.

Com muita humildade e honestidade, vim com o propósito de fazer uma educação de alto nível, condição essa acordada com o prefeito Rogério Teófilo na oportunidade em que recebi o convite. Porém, diante das inúmeras irregularidades e a omissão do gestor, o nosso projeto foi inviabilizado, desestimulando o trabalho de uma equipe séria, comprometida com a melhoria da Educação”, diz um trecho da carta.

O clima na Casa Azul não é nada confortável. No entra e sai de servidores e de pessoas que buscam diariamente os serviços públicos no Centro Administrativo é possível ver e, principalmente ouvir, os comentários sobre o drama vivenciado na administração que ainda não ganhou ‘ritmo de jogo’ em Arapiraca e que pode ter mais baixas nos próximos dias.

 

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