Suspeitos de pedofilia

Luz da Infância II: PC revela detalhes de operação

POR: Assessoria e 7Segundos
Operação policial
Assessoria

A Polícia Civil de Alagoas revelou, em entrevista coletiva, realizada em sua sede, no bairro de Jacarecica, os detalhes da Operação Luz da Infância II, deflagrada nesta quinta-feira (17), em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, tendo como foco o combate ao crime de pedofilia.

A entrevista teve as presenças das delegadas Ana Luíza Nogueira (gerente de Polícia Judiciária da Região 1 – DPJ1), Adriana Gusmão (titular da Delegacia dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente) e do delegado Fabrício Lima (coordenador do Núcleo de Inteligência da Delegacia Geral da Polícia Civil).

De acordo com as informações prestadas na coletiva, em Alagoas, a operação foi deflagrada para cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, em Maceió e Rio Largo, e resultou na prisão, em flagrante, de três pessoas e apreensão de notebooks, HDs e pen drives, com farto material pornográfico.

Um dos presos foi identificado como Roberto Marinho da Cruz, de 56 anos, que foi detido no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. Ele trabalhava como zelador de uma igreja evangélica e foi preso porque fazia downloads de material pornográfico em seu equipamento pessoal e também acessava conteúdo pornográfico na igreja.

Um engenheiro holandês, Paul Jozef de Jonge, de 55 anos, foi preso em um condomínio de luxo, no bairro da Serraria. Com nacionalidade também brasileira, ele está no país há cerca de 20 anos. Outro suspeito, José Márcio dos Santos Acioli, de 40 anos, foi preso na cidade de Rio Largo.

Em Alagoas, participaram da operação 10 delegados, 70 agentes e quatro peritos do Instituto de Criminalística (IC), além de equipes táticas do Tigre, da Oplit e da Asfixia.

Conforme a delegada Adriana Gusmão, a investigação técnica teve início na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Relatórios foram enviados ao nosso Núcleo de Inteligência e, após investigações, aqui no estado, conseguimos localizar os alvos. Representamos à Justiça e, ao deflagrarmos a operação, prendemos essas três pessoas”, afirmou.

Adriana Gusmão disse ainda que as investigações terão prosseguimento e, se ficar constatado que os suspeitos chegaram a participar dos abusos contra as vítimas, eles também serão indiciados por estupro de vulnerável.

O material aprendido e os presos foram levados para o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), sendo estes autuados pelo delegado plantonista Ronilson Medeiros. Um dos presos, o zelador Roberto Marinho da Cruz, já esteve envolvido em atos obscenos em um coletivo.

Todo o material será submetido a perícia. Já se sabe que, nas imagens, além de crianças e adolescentes despidas, também há atos sexuais de crianças com crianças e crianças com adultos.

Combate

Na primeira edição da Operação Luz na Infância, realizada em 20 de outubro de 2017, foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais. Durante a apreensão desses materiais nos 24 estados e DF, foram identificadas e presas 112 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na internet. Aquela operação foi resultado de seis meses de levantamentos e investigações coordenados pela Senasp/MESP, em conjunto com as agências de inteligência das Polícias Civis.

A operação foi intitulada Luz na Infância por serem bárbaros e obscuros os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. “Os acusados deste tipo de delito agem nas sombras da internet e devem ter suas condutas elucidadas e julgadas, como a de qualquer criminoso”, concluiu a delegada.

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