Arapiraca

[Vídeo] Delegados da PC dão detalhes sobre prisões efetuadas em operação

Até o momento, foram cumpridos 10 mandados de prisão por 7 homicídios na cidade

POR: 7Segundos
Policiais civis durante operação policial em andamento no município de Arapiraca
Divulgação

A ação da Polícia Civil, que uniu os agentes da Delegacia Regional de Arapiraca (4ª DRP) e a Delegacia de Homicídios tem, até o momento, o saldo de seis prisões de suspeitos que estavam em liberdade, quatro mandados contra reeducandos do sistema penitenciário de Alagoas e apreensão de duas armas de fogo.

O objetivo da ação deflagrada nesta quinta (10) foi encontrar acusados de envolvimento com homicídios em Arapiraca. O delegado Thiago Prado, à frente da 4ª DRP, falou com o 7Segundos sobre a operação: “A gente tem observado que veio acelerada a quantidade de homicídios no mês de abril, e com isso iniciamos um trabalho conjunto com a Delegacia de Homicídios. Na manhã de hoje, fizemos mais uma vez outra operação com um resultado muito positivo para nós. Estamos combatendo de frente tanto o tráfico de drogas, como os autores de homicídios. A polícia não para. Podem ter certeza que chegaremos à solução de todos estes homicídios ocorridos, e os mesmos serão presos, a fim de que possamos trazer paz aqui para nossa cidade”.

O delegado da Delegacia de Homicídios de Arapiraca, Everton Gonçalves, deu detalhes à nossa reportagem sobre os números obtidos neste trabalho: “Do início da operação até agora, já é grande o número de presos. Chegamos a 10 cumprimentos de mandados de prisão, apreendemos até agora duas armas de fogo, então temos um resultado bastante positivo até agora”.

Everton descarta ainda a ideia de ligação entre os crimes. “Apesar de ter um elemento procurado, que é pertencente a uma facção, são casos isolados, aparentemente sem vinculação um com o outro. Tem das mais variadas situações. Tem tráfico de drogas, tem desavença entre autor e vítima... O tráfico de drogas é o mais preponderante, mas tem das mais variadas situações e motivações”.

 

Prisões

Foram detidos:

  • Geovan Ferreira de Menezes, vulgo “Piolho”, suspeito de participar do homicídio de Francisco da Silva, em 14 de abril, bairro Canafístula;
  • José Renato de Souza, Fábio Alves de Moraes, que estavam soltos, e Cícero Correia da Silva Júnior, conhecido como “Júnior das armas”, que já estava preso. São acusados do homicídio de Hélio Henrique Queiroz da Silva, em 26 de julho de 2016, no bairro Planalto;
  • Valdemir José da Silva Júnior, conhecido como Juninho, detido em São Paulo, suspeito de participar da morte de Brian Kelvin da Silva Santos, ocorrido em 18 de janeiro de 2018, no bairro Itapoã. Valdemir era o piloto da moto usada no crime, e conseguiu fugir. Pela mesma morte, o reeducando Paulo da Silva Santos, vulgo ‘Gigante’, é apontado como mandante do crime. De dentro do sistema prisional, ele comandava o tráfico de drogas do bairro Brasília, e foi apontado como quem deu a ordem para a execução de Gustavo, outro rapaz ferido na ocasião. Gustavo levou alguns tiros, e sobreviveu. Porém, Brian foi atingido por engano e não resistiu.
  • Jeferson Pereira Silva, suspeito de ter matado Felipe Douglas da Silva, em 7 de abril de 2018, no bairro primavera. Na residência de Jeferson foi apreendida ainda uma arma de fogo calibre 38.
  • José Aparecido Alves Cordeiro, na vila Aparecida, vulgo “Pinto”, preso em flagrante de posse de arma de fogo, uma espingarda calibre 20. É suspeito também de um homicídio na região, ainda não revelado.
  • O reeducando Mateus Henrique Cardoso Dias, conhecido por “Bolinha”, considerado de alta periculosidade. Bolinha é apontado como chefe do tráfico de drogas na região do bairro Manoel Teles e do Alto do Cruzeiro, e como mandante de homicídios. Ele é acusado de ordenar a morte de Luiz Diego Silva dos Santos, de 13 anos, que foi espancado e executado no Lago do Perucaba. A polícia suspeita que o crime seja motivado pelo excesso de roubos da vítima, o que atrapalharia o trabalho dos traficantes da região por atrair a atenção policial.
  • Anderson Gomes Vitor da Silva, também do sistema prisional, acusado de matar Jurandir Aureliano, 29 de janeiro de 2017, no conjunto Brisa do Lago.

 

O delegado Everton aproveitou a ocasião para incentivar a participação popular no trabalho da polícia: “A população não tem ideia do grau de ajuda que ela nos presta quando nos passa as informações, através do Disque Denúncia”.

Vejá o vídeo:

 

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