Educação

Mais de 20 mil estudantes em 92 cidades de AL tiveram problemas por fraude de diplomas

Estudantes dizem serem vítimas de golpe que frauda diplomas

Por 7Segundos com G1 AL 09/05/2018 09h09
Mais de 20 mil estudantes em 92 cidades de AL tiveram problemas por fraude de diplomas
Inscrição do Enem começa neste dia 7 de maio - Foto: Divulgação

Estudantes que integram o movimento ‘Diploma Legal’ denunciam que foram vítimas de um golpe que frauda diplomas de cursos superiores após a conclusão da graduação. A comissão afirma que mais de 20 mil pessoas de 92 municípios em Alagoas já tiveram prejuízos por cair na ação criminosa.

Na tarde da última terça-feira (8), membros do movimento se reuniram com o secretário nacional de Regulação e Supervisão do Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Henrique Sartori, para fazer com que os diplomas sejam reconhecidos e o tempo perdido seja validado. A reunião aconteceu em Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano.

“O MEC tem tomado uma atitude bastante ativa no combate às irregularidades e a crimes que são cometidos no ambiente da educação superior no Brasil. Sobretudo, na oferta irregular de cursos de graduação, diplomas, e instituições que se dizem credenciadas e na verdade não estão”, pontuou o secretário.

Em alguns documentos recebidos pelos alunos, consta o nome e a assinatura de Gedalias Pereira, que é investigado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Pernambuco sobre a fraude do diploma.

Uma das vítimas que contabilizam os números é a Ana Dayse Leite, que concluiu o curso de pedagogia. Ela recebeu o diploma da fundação de ensino superior de Olinda (PE), mas não sabe se o documento tem validade.

No verso do documento, consta que o diploma foi registrado pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em outubro de 2017. “Da semana passada pra cá, soube que meu diploma não tem valor”, desabafou.

E os problemas em relação à conclusão acadêmica não param por aí. Em Piranhas, a aluna de serviço social, Poliana Souza, conta que começou a fazer o curso, mas não conseguiu terminar.

“Pesquisamos, e a gente descobriu que ela fechou já tem um tempo. Foi fechada há três anos e quatro meses”, contou Poliana.

Apenas um certificado e uma declaração comprovam a conclusão do curso superior de pedagogia de Mara Albina e Aline Saraiva. Elas relataram que a instituição em que estavam matriculadas foi substituída por outras diversas vezes.

Outra questão que levantou dúvidas sobre a validade ou não dos diplomas emitidos é que alguns alunos que receberam os tais diplomas por parte das instituições de ensino tentaram se matricular em cursos de pós-graduação oferecidos por outras instituições. Entretanto, em alguns casos os diplomas foram aceitos e em outros, foram rejeitados.

Ainda segundo o secretário, o reconhecimento dos diplomas vai depender da situação das instituições de ensino diante ao MEC.

“Não é possível afirmar porque há um trabalho quase que de ‘formiguinha’ por parte do Ministério da Educação agora, em fazer a busca dessas informações que chegam até nos em uma velocidade até alarmante. É um quantitativo muito grande de diplomas irregulares e até falsos, na qual vamos ter que levantar caso a caso, ponto a ponto, para saber se foi cometida alguma irregularidade passível de saneamento”, explicou.