Nada amigável

De férias, Ciel fala sobre saída do Ceará e diz não ter recebido salários; Vovô nega

POR: Claudio Barbosa com Globoesporte.com
Ciel curte férias no Brasil
Lafaete Vaz / GloboEsporte.com

De férias do futebol árabe, o atacante Ciel aproveita a comodidade da casa com piscina, campinho, churrasqueira e todos os demais confortos que o espaço oferece com a esposa e as duas filhas. Em Fortaleza, o jogador falou sobre o momento no futebol árabe, a saída polêmica do Ceará no fim de 2016 e sobre os planos para o futuro.

Longe da terra natal, o atacante vive um ótimo momento. Com a camisa do Al-Ittihad Kalba, o atacante marcou 12 gols nos últimos 16 jogos. É ídolo da torcida local. Quando foi trocar de time, migrando para o rival, o jogador garante que a torcida se comportou bem.

- A torcida entende. Sabem que futebol profissional é assim. Alguns pediram para não ir, outros agradeceram pelo que eu fiz. Fico feliz com o carinho dos torcedores - afirmou.

Mas como seria uma troca de clube assim no futebol cearense? Sair do Ceará para ir, por exemplo, ao Fortaleza? Será que daria certo?

- Tem torcedores do Fortaleza que chegam para mim e dizem que gostariam de ver o Ciel jogando no Fortaleza. Isso para mim é muito bom. Me perguntaram se eu poderia, um dia, vestir a camisa do Fortaleza. Posso, por que não? Não posso humilhar o Fortaleza, nem o Ceará, nem nenhum outro time. Eu sou profissional e a gente nunca sabe o dia de amanhã - pontuou.

Ciel foi para o mundo árabe levado por Paulo Bonamigo, atual técnico do Fortaleza, a quem o atacante é muito grato. No entanto, Ciel não pensa em deixar o mundo árabe, pelo menos pelos próximos três ou quatro anos. Para o atacante, o mundo árabe é o local ideal para encerrar a carreira.

A saída do Ceará, em outubro de 2016, foi polêmica. O atacante foi chamado de mercenário por aceitar a proposta para retornar ao futebol árabe. O jogador deixou o Alvinegro de Porangabuçu sem marcar gols e praticamente sem jogar, hava vista que se lesionou. Em entrevista exclusiva, Ciel explicou seu lado da história.

- Não foi do jeito que disseram. O time procurou o Ceará três vezes. O Ceará recusou da primeira e da segunda vez. Na terceira eles aceitaram. E eu fui. Quem me conhece sabe que o que eu mais gosto de fazer é jogar futebol. Passei três meses no Ceará e só recebi um mês de salário. E ainda tive que pagar a multa rescisória, que era de U$ 50 mil - esclareceu.

Ceará nega pendência financeira

João Paulo Silva, diretor de finanças do Ceará, em contato com o GloboEsporte.com, explicou que a saída do atacante Ciel foi um acordo feito com o jogador. De acordo com o dirigente, Ciel treinou, por conta própria, durante os primeiros dias em Porangabuçu. O contrato teria sido assinado somente no início de agosto. O Jogador foi anunciado no dia 20 de julho.

- A gente acabou fazendo um encontro de contas. Ele não saiu sem receber dinheiro do clube. Foi um acordo. Ele tinha uma multa rescisória e, dentro da saída dele, ele não iria receber o salário. Dentro da nossa gestão, não houve desgaste com nenhum jogador.

O presidente do Ceará, Robinson de Castro, reforça o discurso do diretor financeiro do Alvinegro de Porangabuçu.

- Nós do Ceará temos um orgulho de não ter nenhuma ação trabalhista. Com nenhum jogador. O Ciel trabalhou aqui no Ceará, recebeu adiantamento para trabalhar. Recebeu um mês. Deve ter jogado umas duas ou três partidas no máximo. Pediu rescisão de contrato e nós dispensamos a multa. Nós dispensamos a multa. Foi isso que aconteceu.

ASA

Ciel teve uma memorável passagem pelo ASA, na disputa da Série B em 2010.

 

 

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