Sem pensar

McGregor: "Só não bati em José Aldo ali porque amo meu dinheiro"

POR: 7 Segundos, Combate

A expectativa do público era que José Aldo, campeão dos pesos-penas do UFC, entrasse no octógono logo após a vitória de Conor McGregor sobre Dennis Siver na noite de domingo e encarasse seu próximo desafiante. Porém, o encontro entre os dois aconteceu do lado de fora do cage: o irlandês saltou a grade imediatamente após nocautear seu adversário alemão e correu na direção do brasileiro, para quem berrou uma série de provocações; Aldo, que não entende a língua inglesa, apenas riu de sua cara. McGregor afirmou na coletiva de imprensa pós-luta que tinha vontade de "matar" o rival, mas que se conteve por medo de multas por brigar fora do octógono.

- Apenas vi sua cabeça brasileira magricela e pensei, o que ele está fazendo sentado na primeira fileira? Pulei a grade e aí acharam que eu tinha ido ver minha namorada (que estava sentada próxima a Aldo), devem ter achado que sou romântico (risos). Mas eu queria matar aquele pequeno brasileiro. Mas Pat, braço direito do Lorenzo (Fertitta, coproprietário do UFC), interveio e eu o agradeço, porque eu gosto de dinheiro, e quando lutas acontecem do lado de fora do octógono, eles tiram seu dinheiro. Quero manter meu dinheiro. (...) Olhei para a plateia e o José estava com um pôster com minha cara fantasiado de coringa. Não sei que diabos é aquilo. Eles todos acham que é só diversão, mas não estou brincando aqui. A única coisa que me impediu de bater no José e arrebentá-lo ali na plateia foi o dinheiro, porque amo o dinheiro - disse o "Notório".

A tão aguardada encarada dentro do octógono chegou a ser anunciada pelo comentarista oficial do UFC, Joe Rogan, mas não aconteceu; segundo Dana White, presidente do UFC,

José Aldo recusou o encontro por superstição:não gosta de entrar no cage se não for para lutar. McGregor não se convenceu com a "desculpa" e aproveitou para provocar.

- Superstições e rituais. "Preciso usar minha cueca da sorte", "Preciso de minha calça da sorte ou não posso lutar", "Preciso que certas coisas aconteçam para a luta acontecer". Superstições e rituais, para mim, são outras palavras para medo. Ele devia ter entrado na p*** do octógono. Entre e diga o que tem a dizer. Ele segue dizendo todas essas coisas, mas, cara a cara, ele não diz nada. Só sei isso.

A reação de José Aldo, rindo na direção do irlandês, também gerou interpretações distintas nos fãs e lutadores do Ultimate. Uns acharam que o brasileiro se saiu bem ao ridicularizar as caretas do "Notório"; outros sentiram o campeão intimidado, com "sorriso amarelo".

Frequentemente comparado a Chael Sonnen, McGregor puxou outra página do repertório do falastrão americano ao citar a origem humilde de Aldo em seu comentário sobre o que viu naquele momento.

- Não sei, só vi um brasileiro magricelo. Eles todos (pesos-penas) parecem pequenos para mim. Bater este peso é trabalho duro, mas eu o faço da forma correta, o faço profissionalmente. Quando estou lá dentro contra esses caras, eles são pequenos, não se destacam, eles parecem tímidos. Olhando para ele, ele parecia só um brasileiro magricelo da favela. Só isso, igual a como o Diego (Brandão) pareceu, como um menino de 12 anos. Acho que, quando nós colidirmos, ele vai cair - afirmou McGregor, que, numa entrevista à TV americana, garantiu que vencerá o brasileiro por nocaute, "ou em quatro minutos, ou no quarto round".

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