• Rodrigo Cunha
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    Rodrigo Cunha

    Natural de Arapiraca-AL, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pós-graduado em Gestão Estratégica Empresarial, pelo Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa, Portugal e em Direito do Consumidor pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Foi superintendente do Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL).

Minha reflexão sobre a atual situação política do Brasil

O Brasil é um país diagnosticado, há bastante tempo, com o câncer da corrupção e, como qualquer paciente desse tipo de enfermidade, que não encara tratamentos sérios, as células doentes (no caso, as corruptas) se espalham de maneira veloz e levam, aos poucos, à completa falência dos órgãos.

Por muito tempo, a política brasileira foi um paciente resignado, aceitou silenciosamente a condição como algo natural, não buscou tratamentos, deixando que de maneira silenciosa e sorrateira o mal se espalhasse, corroendo os mais diversos setores políticos, afastando a população da participação política. Institucionalizou o “jeitinho brasileiro” como do malandro que, de maneira individualista, busca ganhos pessoais em detrimento do coletivo.

O trabalho sério realizado por órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal demonstram que o verdadeiro sentimento do brasileiro começa a vencer a timidez e buscar, a cada dia com maior altivez, um país justo e que siga os rumos de um progresso econômico e social. 

Com toda a certeza, a lava-jato vem demonstrando ser um dos mais contundentes tratamentos ao câncer da corrupção em nosso país. É preciso entender, de uma vez por todas, que enquanto não mudarmos a política, estaremos sempre apagando os incêndios característicos da política subdesenvolvida que somente sustenta políticas públicas subdesenvolvidas.

Reformas políticas são imprescindíveis. É preciso adotar medidas efetivas que não permitam que o crime de corrupção seja encarado como crime de grande retorno e punições leves. É essencial que a população, além de protestar e ir às ruas, mostre sua indignação nas urnas, renovando nosso Congresso em 2018 com pessoas comprometidas com ao Brasil que querermos viver. 

A amplitude das denúncias demonstra como este não é um momento de defesa de ideologias partidárias, enxergo, na verdade, como um grande momento do nosso país vencer o paradigma que sustenta esquemas de corrupção, buscando se fortalecer, principalmente através de reformas políticas que garantam a plena evolução nacional.

Insisto, política não é um jogo, não podemos encará-la como uma guerra entre adversários ideológicos que se mantenha de forma maniqueísta. O único que irá perder com esse tipo de posicionamento é o povo brasileiro. #PolíticaDeVerdade

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