Fabrízio Almeida

Advogado, Administrador Público, Procurador Municipal, sócio do escritório jurídico Ventura & Macário advogados associados. Tem forte atuação em demandas cíveis, sobretudo em causas contra a administração pública nas três esferas de poder. É torcedor e também advogado da Agremiação Sportiva Arapiraquense desde 2010.

Sucessão política em Arapiraca

POR: Fabrizio Almeida

Logo após ter seu nome confirmado como candidato do grupo que comanda o Município de Arapiraca, Ricardo Nezinho se envolveu numa enorme polêmica por ser de sua autoria o famigerado projeto “escola livre”. O trecho mais criticado pelos educadores trata sobre a proibição de exposição pessoal política e ideológica em sala de aula. Esta novidade legislativa indica um claro desconhecimento do processo pedagógico, ignorando que o ente público e privado tem meios próprios para corrigir eventuais excessos de modo eficaz, como sempre ocorreu, respeitando as diversidades e incentivando o debate.

Temos no cenário político local duas perspectivas, a presente que está vinculada ao domínio político do Senador Fernando Collor, através de Célia Rocha, aliada fiel, e outra, uma expectativa futura, desejada pelo grupo comandado pelo Senador Renan Calheiros, que teoricamente deu benção política a Ricardo Nezinho para comandar a capital do agreste.

Yale Fernandes, atual vice-prefeito, apesar de pouco testado na administração pública até que tentou fazer o dever de casa neste curto período que ficou à frente mas foi insuficiente para emplacar, restando claro que seu nome não foi bem trabalhado para eventualmente ocupar protagonismo.

O certo é que Collor e Renan não desejam perder o domínio sobre Arapiraca. A própria Célia, embora cansada, desgastada, ainda não pode ser considerada carta fora do baralho, muito menos Luciano Barbosa, que mesmo ocupando cadeira tão almejada por Arapiraca e região, pode ser o nome do grupo caso haja efetiva ameaça aos planos de manutenção de poder no segundo maior Município de Alagoas.

Enquanto acompanhamos este jogo de poder, estando o interesse público a reboque de interesses meramente privados, aqueles que são destinatários da intervenção do poder estatal ficam a mercê, manobrados e iludidos num processo que economiza convidados, que reitera práticas que favorecem aqueles que detém poder econômico, minando a possibilidade de construção de novos líderes capazes de contribuir na criação de um novo quadro de gestão pública norteada pela impessoalidade e transparência.

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