Fabrízio Almeida

Advogado, Administrador Público, Procurador Municipal, sócio do escritório jurídico Ventura & Macário advogados associados. Tem forte atuação em demandas cíveis, sobretudo em causas contra a administração pública nas três esferas de poder. É torcedor e também advogado da Agremiação Sportiva Arapiraquense desde 2010.

Célia Rocha encerra importante ciclo de Arapiraca

POR: Redação
Assessoria

Causou surpresa em Alagoas o anúncio da desistência da Prefeita Célia Rocha à reeleição em Arapiraca. Fato incomum no meio político mas existem razões para essa decisão além da justificativa da necessidade de se afastar do cenário para cuidar da sua própria saúde.

É de conhecimento público a enorme contribuição de Célia Rocha para o desenvolvimento de Arapiraca, não sendo ousadia alguma afirmar que o nosso Município foi redimensionado em todos os aspectos após seu ingresso na gestão. Arapiraca passou a ser referência de desenvolvimento no interior do nordeste, não se pode negar fatos.

No caminho de qualquer agente público é natural o desgaste, gerado a partir de decisões políticas equivocadas, de alianças mal vistas pelo povo, determinações administrativas não acertadas e do próprio tempo. O somatório de todos esses fatores e sua própria condição de saúde devem ter determinado a mencionada decisão infrequente neste meio.

Por seus méritos alcançou grande popularidade, tornando-se verdadeiro fenômeno político em nosso Estado, capaz até de eleger com seu apoio alguém de pouca expressão política até aquele momento. A verdade que jamais pode ser dita publicamente é que Célia herdou uma gestão em difícil momento e não teve a mesma habilidade nem equipe capazes de ajudar a transpor esse desafio graúdo. Administrar recursos escassos exige inovação e, sobretudo, competência técnica. Fazer mais do mesmo mantendo velhas práticas já não seriam suficiente para desencadear um novo período de desenvolvimento.

A nova fronteira que se impõe ao próximo gestor é enxergar Arapiraca considerando as necessidades do agreste, tomando pra si bônus e parte do ônus de uma região que quer ser chamada de metrópole, estabelecendo marcos e políticas públicas integradas com os demais Municípios. Na prática, assumir papel de liderança servindo.

A gestão pública que a sociedade brasileira espera não atuará em ambiente permeado de continuísmo e favorecimentos em detrimento da impessoalidade, é hora de despertar para uma nova quadra onde a efetivação da participação popular será o norte.

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