Claudemir Calixto

Comunicador, poeta e contista alagoano. Cofundador do coletivo artístico Projeto PAIOL. Graduando em Letras pela Universidade Federal de Alagoas.

Colheita

Universidade Federal de Alagoas pode suspender as atividades nos próximos 40 dias, diz Proginst

Governo de Jair Bolsonaro cortou 39,5 milhões do montante aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 da instituição

POR: Claudemir Calixto | Ascom Ufal, Ascom Ufal
Ufal Arapiraca
Divulgação

A UFAL poderá suspender as  atividades acadêmicas e administrativas a partir do mês de setembro, em decorrência do bloqueio das verbas ocorrida em abril deste ano, segundo nota técnica publicada na noite desta sexta-feira (23) pela Pró-reitoria de Gestão Institucional (Proginst).

As medidas do do Governo Jair Bolsonaro penalizaram a ufal com um corte de 39,5 milhões referente ao montante aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018. A instituição vem divulgando notas técnicas para manter a comunidade universitária informada sobre a situação financeira da universidade, através da a Proginst, desde  o anúncio do bloqueio, feito pelo governo em abril deste ano.

Segundo a nota divulgada esta noite, apesar de a Gestão ter adotado medidas para minimizar os impactos dos cortes, os esforços não têm sido suficientes frente ao aumento de despesas geradas, principalmente, pela expansão universitária. O valor disponível atualmente – R$ 33,5 milhões – está àquem do necessário para custear a demanda de contratação mínima requerida para o funcionamento da Universidade.

Entre as providencias adotadas pela gestão da UFAL está uma audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para tentar garantir o pleno funcionamento da Universidade Federal de Alagoas.

Ainda segundo o comunicado, contratos administrativos de menor valor foram empenhados até o mês de julho. Já as bolsas pagas com recursos da Ufal, como as do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), de monitoria, de estágios e bolsas de extensão e de internacionalização foram empenhadas até agosto e já estarão suspensas a partir do próximo mês.

Se a situação não midar, serviços como fornecimento de água e energia elétrica, limpeza e segurança, por exemplo, deverão ser interrompidos, impossibilitando o funcionamento da Universidade, entre setembro e outubro deste ano.

 

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